Criação coletiva
Em abril de 2006 o Ocupar Espaços promoveu os laboratórios de criação coletiva com a participação do grupo que compõe o Projeto – profissionais do Núcleo Multimeios da Oficina de Imagens, integrantes do Projeto Memória (da Barragem Santa Lúcia) e do Criarte (coletivo de grupos culturais no Aglomerado Serra) e pesquisadores do Lagear da Faculdade de Arquitetura da UFMG ). Serão momentos de criação e experimentação para produção de vídeos, de sonemas e das estruturas para as projeções de imagens dos circuitos audiovisuais interativos. Também serão exibidos trabalhos de audiovisual, mostrando conceitos e possíveis modos de produção em vídeo, áudio e tecnologia.
O objetivo foi que, a partir dos laboratórios, o grupo criasse dispositivos de produção de imagens e sons que serão aplicados na fase seguinte do projeto, que é a produção do material audiovisual. Os recursos físicos que serão utilizados para a projeção de imagens, como telões e cabines, também serão montados e testados. Os laboratórios tiveram início nessa segunda-feira, 17, e prosseguem até o sábado, 22. Nos dois últimos dias, o grupo foi para as praças da Barragem Santa Lúcia e Cafezal/Serra para colocar em prática os dispositivos de criação definidos durante o processo de criação coletiva.
No dia 26 de agosto, das 19h às 22h, a praça da Barragem Santa Lúcia e a praça Bela Vista, no Aglomerado da Serra, estarão interligadas pelo primeiro Circuito Audiovisual Interativo do projeto Ocupar Espaços. Arte e mídias digitais se unem para promover a interação entre duas comunidades da periferia de Belo Horizonte. A estrutura para o evento envolve oito projeções de imagens divididas entre os espaços. Também serão montadas duas cabines de áudio em cada comunidade, nas quais se poderá escutar sonemas (pequenas trilhas editadas a partir de histórias contadas por moradores das duas comunidades durante as oficinas de criação do projeto). Dois computadores estarão conectados à Internet, permitindo a comunicação entre Aglomerado da Serra e Barragem Santa Lúcia. A imagem dos internautas será projetada em um telão e o som da conversa será manipulado ao vivo tornando-se trilha sonora para o Circuito. O público também poderá interagir de outras formas. O Laboratório Gráfico para o Ensino de Arquitetura da UFMG (Lagear) desenvolveu um dispositivo onde a presença de
uma pessoa frente à projeção movimenta a imagem projetada. Em outra tela, o público será convidado a, literalmente, entrar na imagem, interferindo com seu corpo e misturando-se às pessoas que estão no vídeo gravado, criando uma interação entre quem está naquele lugar no dia do Circuito e quem esteve no momento da gravação. Ainda haverá uma área reservada para a exibição dos vídeos produzidos pelo grupo de criação do projeto junto aos moradores das duas comunidades nos últimos quatro meses.